segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

London

Londres é aquela cidade em que, no segundo em que se entra no espaço áereo, já se está a largar dinheiro. Decidi abortar o meu plano inicial de passar a noite no aeroporto (vôo amanhã de manhã para Bangkok), pois não quero começar as férias de rastos. Mais ainda! Claro que tão em cima da hora, não consegui arranjar nada mais barato do que o equivalente ao meu budget para uma porrada de dias no Oriente. Ainda por cima, aquele misto de excitação com apreensão, o chamado "nervoso miudinho" não me deixou pregar olho.
Se pudesse congelava este momento: os instantes antes de uma grande aventura em que o horizonte se expande e se aproxima simultaneamente. Em que penso que sou capaz de tudo. Quando egoísticamente renuncio a Galileu e me coloco no centro do Universo e olho em êxtase para tudo o que me rodeia. We've passed the PNR!

domingo, 1 de Novembro de 2009

London, we have lift off

Tudo isto começa na Sexta-feira (dia 2 de Outubro). Um dia em que estou particularmente cansada. Embarco na Portela no vôo das 20.00h com destino a Londres (Gatwick). Um vôo que ia cheio de pessoas cheias de si (salvo algumas excepções, nas quais se incluem as pessoas que conhecia), que vão a Londres passar o fim de semana. Pessoas que falam da fila 27 para a 8. E eu particularmente cansada!
Mas a razão pela qual estou a maçar-vos com descrição tão pouco interessante é: diferentes atitudes e comportamentos de viajantes. Eu, por mais que viaje de avião, encaro sempre tudo com um respeito imenso. Quando digo imenso é: sou das que não chega atrasada ao check in e ao embarque - tenho medo que se esqueçam de mim - não tiro estrondosamente o cinto no avião no nanosegundo a seguir à luz se apagar, não ligo o telemóvel no segundo em que o trem toca no chão, olho ansiosamente para a lagarta que cosper malas sempre com a questão "será que a minha vem?" a martelar-me a cabeça (a resposta a esta questão já foi demasiadas vezes não), espero ansiosamente enquanto o pessoal da alfândega alterna o olhar entre a fotografia do meu passaporte e a minha cara, fico contente (com direito a YES mental) sempre que os polícias acreditam em mim quando avanço pelo corredor do "Nada a declarar" (é óbvio que depois de tudo o que disse não haveria razões para não acreditarem)... Perdi-me... Ah! Tendo eu este respeito/temor reverencial todo não consigo deixar de sentir um misto de desprezo/admiração por aquelas pessoas que encaram tudo isto com desdém. Aquelas que exasperaram quando o comandante disse que não conseguia desligar o motor do lado direito e para ficarmos nos lugares (e eu a pensar "WTF? Isto não deve ser bom..."), as que ficam indignadas se os tipos da alfândega olham para a foto do passaporte uma 2a vez. Aquelas pessoas que andam ufanas pelos aeroportos como se viessem passar todos os fins de semana a Londres... e como se isso fosse uma seca. Aquelas pessoas que vão sempre encontrar algo para reclamar mesmo que estejam a passar férias de borla, com a pessoa amada e no paraíso.
E eu que sou daquelas que tem pena que hoje em dia já não se bata palmas ao piloto por conseguir aterrar um bicho de um par de centenas de toneladas e que viaja a mais de 800 km/h numa pista com um comprimento limitado. Eu, que sou daquelas que se pudesse, vinha a bater palmas ao piloto a viajem toda!

Preview

O que se segue é a descrição da seguinte viagem:

Onde: Tailândia, Laos e Camboja
Quando: 2 de Outubro a 25 de Outubro de 2009
Quem: eu (para esta fui sozinha!)

Ratio

Gosto tanto de tudo o que envolve viagens, o planeamento, a execução, as memórias, a partilha, que começou a fazer sentido destacar esses momentos do Atrás da Lua.
Por isso destinei-lhes um cantinho próprio.
Aqui ficam os registos de quando corro Atrás do Mundo.